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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Normas e regulamentações encorajam a TI Verde


Adotar iniciativas que atendam aos requisitos de sustentabilidade em Tecnologia da Informação vai muito além de atender as reclamações de consumidores ambientalmente responsáveis. Atualmente essa postura constitui uma necessidade financeira, fiscal e até mesmo legislativa.

Governos de diversos países têm instituído normas e regulamentações para encorajar a chamada TI Verde ou Computação Verde. Na União Européia, por exemplo, as diretivas do RoHS (Restriction of Certain Hazardous Substances) e WEEE (Waste Electrical na Electronic Equipment) responsabilizam os fabricantes de equipamentos eletrônicos pela receptação e reciclagem dos produtos.

Aqui no Brasil, a certificação ISO 14001 aplicável às empresas de tecnologia, detalha requisitos para empresas identificarem, controlarem e monitorarem seus aspectos ambientais por meio de um sistema de Gestão Ambiental.

Nos contratos de TI, passam a ser valorizadas algumas das cláusulas ligadas ao tema, entre elas:
- Cláusula verde, envolvendo o compromisso entre as partes de ampliar uma política que prestigie a sustentabilidade e o respeito ao meio-ambiente no que se refere a fornecedores e colaboradores.
- Cláusula de redundância responsável e lixo eletrônico, prevendo a exclusão de versões de backups antigos e adoção de critérios na redundância de dados.
- A cláusula de resolução motivada em caso da não habilitação técnica de quaisquer das partes nas normas de TI Verde, em especial a não certificação e auditoria contínua ISO 14001 ou demais normas, e a não adoção de um plano de TI Verde.
- A cláusula de PPW (Performance per Watt), onde existe uma espécie de "SLA da energia", em que o princípio é consumir apenas o necessário e aumentar o desempenho por watt.
- Cláusula LEED (Leadership in Energy na Environmental Design) ou de construção verde, com o objetivo de certificar edifícios e ambientes de TI verdes, arquitetados segundo normas nacionais e internacionais de construção responsável.

Fonte: clique aqui.

TI Verde: sustentabilidade e eficiência


A TI Verde ou Computação Verde é um tema que vem ganhando cada vez mais prioridade entre as preocupações de governos e lideranças das grandes empresas do mundo todo. Aspectos ambientais e, obviamente, econômicos estão levando as corporações a pensar (e agir) de forma mais eficiente e sustentável com relação à utilização de seus recursos de TI.

E há fortes motivos para essa tomada de posição. A capacidade energética dos países desenvolvidos e dos países emergentes e a consequente evolução do preço da energia elétrica estão entre os fatores preponderantes. A energia despendida a cada ano por todos os equipamentos de TI – PCs, impressoras, monitores, servidores, roteadores, etc. – chega a quase um trilhão de quilowatts/hora, ou seja, 5% do consumo mundial de energia e o dobro da energia consumida no Brasil. Estudos recentes sobre o consumo de energia nos data centers mostram que o consumo global dobrou entre 2000 e 2005.

Outra tendência, detectada por estudos de engenheiros do Google, mostra que se o descompasso entre os avanços de desempenho conquistados pelos servidores e a sua eficiência energética se mantiver, nos próximos anos, o custo da energia será maior que o custo do próprio hardware. Em 2005, o custo do consumo de energia de um servidor já representava 40% do seu custo total. Se essa tendência se mantiver, chegará o dia em que será mais caro manter o hardware ligado do que adquiri-lo. Podemos imaginar, então, o surgimento de modelos de negócios nos quais a concessionária de energia oferece o hardware gratuitamente ao cliente que assinar um contrato de energia de longo prazo.

Portanto, adotar iniciativas verdes vai além de atender as reclamações de consumidores ambientalmente responsáveis. Mais do que isso, essa postura constitui uma necessidade financeira, fiscal e até mesmo legislativa.

Fonte: clique aqui.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

HDs híbridos: uma tecnologia de futuro?


Em 2007, a Seagate e a Samsung demonstraram drives híbridos, um meio-termo entre os HDs magnéticos e os SSDs, onde um drive magnético regular é combinado com um grande cache feito de memória flash e um firmware especial capaz de tirar proveito dele para acelerar as operações de leitura e (em alguns casos) também de gravação. Na teoria, os drives híbridos oferecem alguns vantagens interessantes tanto em relação aos HDs regulares quanto aos SSDs, já que oferecem tempos de acesso mais baixos para dados frequentemente acessados (especialmente componentes do sistema operacional) e não apresentam os problemas de confiabilidade que afetam os SSDs mais baratos (baseados em chips MLC), já que o cache é sempre baseado em chips SLC, que apresentam uma durabilidade muito maior. Além disso, sendo em essência HDs magnéticos melhorados, eles também suavizam muito a questão do custo, já que podem ter vários terabytes de capacidade sem custarem um olho e um rim como no caso dos SSDs.


O grande problema com os HDs híbridos foi que a geração inicial de drives foi prejudicada pelo uso de chips de memória flash lentos e por problemas de firmware, que acabaram fazendo com que o ganho de desempenho em relação aos HDs magnéticos fosse pequeno demais para justificar a diferença no custo. Em resumo, todo HD possui um pequeno cache de memória RAM, que embora de capacidade reduzida, é bastante rápido, oferecendo ganhos consideráveis em muitas operações. Chips de memória flash são muito mais lentos, fazendo com que em muitas situações o pequeno cache de memória RAM encontrado nos HDs regulares oferecesse ganhos mais tangíveis que um grande cache de memória flash.

Outro problema foi a adoção do SSD Caching por parte da Intel, que ofuscou os HDs híbridos, oferecendo uma solução muito similar do ponto de vista prático. Em vez de pagar mais por um HD híbrido, você podia pagar por um pequeno SSD, que seria automaticamente usado pelo chipset Z68 (e sucessores) como um cache inteligente, armazenando 20, 40 ou 64 GB de dados frequentemente acessados.


A Intel investiu pesadamente em otimizações tanto no chipset quanto no firmware (criando até mesmo uma família de SSDs otimizados para a tarefa), o que resultou em ganhos tangíveis de desempenho. Na abertura de aplicativos e jogos, por exemplo, o sistema da Intel acaba oferecendo resultados similares aos de um SSD, embora por outro lado os ganhos sejam inconsistentes, variando de acordo com a frequência e a ordem com a qual os aplicativos são abertos, como reportado pelo Anand.

Apesar dos reveses, a Seagate insistiu no segmento, lançando recentemente a terceira geração de HDs híbridos, na forma do Seagate Momentus XT de 750 GB:


Ele é um drive de 2.5", voltado para o uso em notebooks, que combina um drive magnético de 750 GB com um cache de 8 GB, baseado nos chips mais rápidos de memória flash SLC que a Seagate conseguiu encontrar. Em resumo, é uma capacidade menor que você teria ao usar o SSD caching da Intel, porém com uma flexibilidade maior, já que o Momentus XT pode ser instalado em qualquer sistema, independentemente da configuração ou do chipset usado. Todo o gerenciamento do cache é feito pelo próprio drive, dispensando qualquer tipo de suporte especial por parte do sistema operacional.

Embora seja um drive de 2.5, os platters giram a 7200 RPM, garantindo logo de inicio um desempenho bem superior ao do da maioria dos drives de 2.5", que utilizam rotações muito mais baixas. A Seagate também melhorou a inteligência do firmware em relação aos drives com 500 GB e 4 GB de cache da geração anterior, tornando o drive mais esperto em relação ao que deve ou não ser armazenado no cache, levando em conta a frequência com que os arquivos são acessados, tamanho e latência de acesso. 

Embora o fato da memória flash não ser volátil ofereça uma certa tranquilidade em relação à potencial perda de dados, a Seagate optou por inicialmente utilizar o cache apenas para leitura, de forma que mesmo que algum dos chips de memória flash do cache falhe em algum ponto, não exista risco de perda de dados. O suporte ao uso do cache também para gravação foi prometido pela Seagate para os próximos meses através de uma atualização de firmware, mas mesmo que a promessa seja cumprida você terá que atualizar o drive manualmente para tirar proveito do recurso. Como a maioria dos usuários sequer sabe que HDs também precisam de atualizações de firmware, a atualização vai passar desapercebida para a maioria.

Em termos de desempenho, o Momentus XT é bastante interessante, oferecendo ganhos muito similares aos oferecidos pelo SSD caching da Intel. Estes números do ExtremeTech mostram um cenário ideal, onde o tempo de carregamento dos aplicativos fica bem próximo ao oferecido por um SSD:




O principal problema é que o ganho de desempenho vem acompanhado de um assalgamento do custo, com o Momentus XT chegando ao mercado por nada menos que US$ 245, um preço comparável ao de muitos SSDs de 256 GB. Em resumo, você tem o triplo da capacidade, em troca de um consumo elétrico muito mais alto e um desempenho bem mais inconsistente.

A conclusão é que o Momentus XT mantém o problema central das gerações anteriores de drives híbridos, que é o fato de ficar no meio do caminho entre o baixo custo dos HDs magnéticos e a performance dos SSDs, em um mercado que está cada vez mais polarizado entre os dois extremos. O aumento de preço dos drives magnéticos causados pelas enchentes em Taiwan podem beneficiar um pouco a Seagate, reduzindo a diferença entre o Momentus XT e os concorrentes magnéticos regulares, fazendo com que a empresa opte por manter o desenvolvimento da série, mas a longo prazo a tecnologia tende a ser abandonada em favor dos sistemas de cache baseados no chipset e no uso de SSDs. 

Isso explica o fato de apenas a Seagate estar investindo na tecnologia, e mesmo assim em apenas uma série de HDs, em comparação com as dezenas de fabricantes diferentes que estão investindo na produção de SSDs.

Fonte: clique aqui.



Eletricidade sem fios recarrega veículos elétricos rodando




Transporte verde

A Coreia do Sul não está satisfeita em colocar apenas seus carros em mercados do mundo todo.
Uma nova tecnologia de "transporte verde", criado por engenheiros do instituto KAIST, acaba de ser licenciada e deverá estrear brevemente nas ruas da cidade de McAllen, no estado do Texas (EUA).
O veículo, uma espécie de trólebus, foi categorizado pelos seus criadores como um OLEV (On-line Electric Vehicle).

Eletricidade sem fios

O "autobonde" é inteiramente elétrico, mas com um detalhe que pode fazer a diferença, e que responde pelo termo on-line em seu nome: ele não precisa parar para recarregar suas baterias.
A energia elétrica necessária para recarregar as baterias do OLEV é suprida continuamente sem fios, por meio de um campo magnético criado por fios instalados sob o asfalto.

Esse sistema de suprimento de eletricidade sem fios chama-se SMFIR - Shaped Magnetic Field in Resonance, campo magnético estruturado em ressonância, em tradução livre.
Os engenheiros coreanos afirmaram já estar trabalhando para adaptar esse sistema de recarga de baterias sem fios para outros tipos de veículos elétricos, para equipamentos eletrônicos e também para uso industrial.

Rodovia eletrônica

"Este projeto vai demonstrar a eficiência total de usar a tecnologia de recarregamento em trânsito para criar uma verdadeira 'rodovia eletrônica', assim como um meio barato de converter os ônibus a diesel atuais por veículos elétricos," disse Hikyu Lee, membro da equipe de desenvolvimento do OLEV.
O primeiro OLEV deverá estrear nas ruas de McAleen no início de 2013, já sem o aspecto de "trenzinho da alegria" visto nos protótipos.

A Alemanha também já apresentou o seu autobonde elétrico, que também dispensa os trilhos e os cabos dos trólebus, mas ainda depende do sistema tradicional de recarga das baterias.

Fonte: clique aqui.